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Cônsul-Geral Yu Peng Publica Artigo no Valor Econômico para Apresentar o Desenvolvimento Econômico da China
2026-07-24 04:55

Em 23 de julho, o cônsul-geral Yu Peng publicou um artigo  no Valor Econômico intitulado "China avança firmemente no desenvolvimento econômico de alta qualidade", apresentando o desenvolvimento econômico da China no primeiro semestre de 2026. O texto na íntegra é o seguinte:

Em 15 de julho, o relatório econômico do primeiro semestre da China foi oficialmente divulgado. Diante de um cenário externo complexo e desafiador, o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 69,6 trilhões de yuans nos primeiros seis meses deste ano, registrando um crescimento interanual de 4,7%. O resultado dá continuidade a uma trajetória de estabilidade geral, evoluindo com foco na inovação e na qualidade, além de demonstrar uma forte capacidade de mitigação de riscos e dinamismo interno. Para a comunidade internacional e os amigos brasileiros que acompanham o desenvolvimento chinês, esses dados mais recentes transmitem um sinal claro: a economia chinesa não está desacelerando, mas sim se transformando; não está recuando, mas avançando com firmeza no trilho do desenvolvimento de alta qualidade.

Base macroeconômica estável: os fundamentos da economia chinesa permanecem sólidos como rocha. No primeiro semestre de 2026, a economia chinesa alcançou um crescimento de 4,7% sobre uma base comparativa extremamente elevada, com um incremento do PIB de 3,6 trilhões de yuans -- a maior expansão para o período nos últimos cinco anos. O emprego e a inflação mantiveram-se em patamares razoáveis: a taxa média de desemprego urbano pesquisada no país foi de 5,2%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) apresentou uma alta moderada de 1,0% na comparação anual. Os pilares do comércio exterior e das reservas internacionais também demonstraram solidez, com o comércio de mercadorias ultrapassando pela primeira vez a marca de 25 trilhões de yuans em um primeiro semestre, e as reservas cambiais permanecendo estáveis acima de US$ 3,4 trilhões. Esse conjunto de indicadores robustos demonstra que a estabilidade macroeconômica da China permanece inalterada e que a base para o seu desenvolvimento de longo prazo continua altamente consolidada.

Vigor nas novas forças produtivas: a transição verde e digital ganha aceleração total. Ao observar a economia chinesa, deve-se olhar não apenas para o volume do crescimento, mas sobretudo para a eficácia da transição e a qualidade do desenvolvimento. No primeiro semestre, os novos motores de crescimento -- representados pela manufatura de alta tecnologia, pela economia digital e pelos serviços modernos -- contribuíram com mais de 40% para o crescimento econômico da China. O valor adicionado da manufatura de alta tecnologia de grande porte cresceu 13,3% em termos anuais, enquanto setores ligados à inteligência artificial, como dispositivos automotivos inteligentes, mantiveram taxas de expansão aceleradas, superiores a 30%. A taxa de penetração de varejo de veículos de nova energia superou 60% por três meses consecutivos. No final de junho, o Fórum Econômico Mundial divulgou sua lista mais recente de "fábricas-farol" (Lighthouse Factories), na qual metade das novas plantas selecionadas globalmente é proveniente da China. O país está reformatando sua competitividade industrial global por meio de transformações ecológicas e inteligentes.

Resiliência na demanda interna e externa: abertura de alto nível compartilha os dividendos do mercado. Sob a ótica da demanda interna, o gigantesco mercado chinês acelera sua transição para uma estrutura que valoriza tanto o consumo de bens quanto o de serviços. As vendas no varejo de serviços cresceram 5,3% em termos anuais, com o varejo de serviços online avançando 6,0%, evidenciando uma clara tendência de modernização estrutural no consumo e nos investimentos. Pelo lado da demanda externa, o valor total do comércio exterior de mercadorias da China atingiu a marca histórica de 25,47 trilhões de yuans para o período, registrando um crescimento de 16,9% mesmo diante de ventos contrários. O forte suporte das demandas interna e externa, somado ao avanço contínuo de uma abertura de alto nível, faz com que as empresas multinacionais sigam considerando a China como um dos destinos de investimento de maior valor estratégico no mundo, depositando seu voto de confiança por meio de ações concretas.

O ano de 2026 marca o início do 15º Plano Quinquenal da China. O relatório econômico do primeiro semestre comprova que, apoiada em seu mercado de superescala, em seu sistema industrial completo e em uma vasta caixa de ferramentas de políticas públicas, a China dispõe de todas as condições e capacidades para alcançar um desenvolvimento endógeno e sustentável. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento de alta qualidade da economia chinesa proporciona dividendos tangíveis para o Brasil e a América Latina. Sendo as economias da China e do Brasil altamente complementares, uma China com maior dinamismo, estrutura otimizada e maior abertura injetará continuamente nova vitalidade na cooperação econômica, comercial e industrial sino-brasileira. Convidamos sinceramente os amigos de todos os setores do Brasil a visitarem a China para vivenciar de perto essa vibrante onda de inovação e caminhar de mãos dadas nesta era de cooperação e benefícios mútuos.


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